Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Ética

 

 

“São fúteis e cheias de erros as ciências que não nasceram da experimentação, mãe de todo o conhecimento” Leonardo da Vinci.

 

Embora quase desde que nasci tenha deparado com muita violência, agressões morais e físicas, discriminações sociais de muitos tipos e demências emocionais, não me vai preocupar, nunca me preocupou os juízos de valores que outros fazem da minha pessoa, do meu carácter ou da minha forma de estar na vida, mesmo que por algum motivo tenha exposto de certa forma a minha vivência, o meu percurso de vida, antes mesmo de ter o sarampo.

 

Apenas aprendi com a vida a insurgir-me em muitas questões e a dar valor as pequeninas mas importantes “coisas”, o afecto, a amizade, a verdade, o companheirismo, o espírito de entreajuda, o dar e receber sem cobranças, cobranças essas que quando existem eu lhes chamo de contabilidade miserável. E a apelido desta forma quando alguém diz: “…se dei, ou fiz isto ou aquilo, tenho que receber com o mesmo peso e medida”. Pela forma como tenho vindo a conhecer o ser humano ao longo do meu meio século, atrevo-me a dizer que 70% pensa desta forma, daí a expressão “para ter uma perna de presunto, preciso dar um porco inteiro”.

 

Sei o que é ter muito, muito pouco, o suficiente e quase nada. Mas o facto de ter passado por todas estas etapas me fez entender que a vida se resume a muito mais que valores materiais e sempre tentando retirar o melhor das chamadas más etapas, não deixando o que na realidade me faz doer bem fundo, ficar demasiadamente enraizado na minha mente, porque isso me tornaria fria, insensível, egoísta e desacreditada no ser humano.

 

Ter ética, tolerância, olhar o outro, aceitar, distinguir o bem e o mal, o comportamento correcto e o incorrecto. Palavras bonitas que indicam princípios e valores morais. Muitas são as vezes que não passam de meras palavras, numa perspectiva de sociedade que se pretende saudável onde não deveria coexistir conceitos como apartheid, racismo, segregação racial, fascismo, descriminação, nazismo, etc.

 

São de facto muitas, a falta de ética, e suas descriminações. Vou completar com apenas uma de muitas. A deficiência física, outra espécie de descriminação tão presente e real.

 

O corpo marcado pela deficiência lembra a imperfeição humana. Como a nossa sociedade faz culto do corpo útil e aparentemente saudável, aqueles que portam deficiência, lembram a fragilidade que se quer negar.

 

Valorizar o ser humano na sua essência e não pela sua aparência. Forma essa que transmite às gerações vindouras que o respeito ao outro ser humano, independentemente da sua cor, raça, etnia, característica física ou intelectual, é uma demonstração de humanidade e de sabedoria, eis o que sempre incuti no meu filho e incuto nas minhas netas agora.

publicado por Sempre seriamente na boa às 01:58
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